Seg, 04 de maio de 2026, 12:53

Banca de DEFESA: MÁRIO DALMO BARBOSA MELO
INTERAÇÃO SALINIDADE X DIETA SOBRE O DESEMPENHO DE JUVENIS DE PENAEUS VANNAMEI

DISCENTE: MÁRIO DALMO BARBOSA MELO
DATA: 30/01/2026
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/ygj-mupv-kvx
TÍTULO: INTERAÇÃO SALINIDADE X DIETA SOBRE O DESEMPENHO DE JUVENIS DE PENAEUS VANNAMEI
PALAVRAS-CHAVES: estresse osmótico; expressão gênica; nutrição aquícola.
PÁGINAS: 42
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Zootecnia

RESUMO:

Este estudo foi conduzido sob a hipótese de que os efeitos doestresse osmótico decorrente de salinidades baixas podem ser mitigados pelasuplementação de prebiótico na dieta, promovendo melhor desempenho eresposta fisiológica em Penaeus vannamei. Para testar essa hipótese, foramavaliados os efeitos da salinidade e da suplementação dietética sobre odesempenho zootécnico e capacidade de retenção de água nos filés de juvenisda espécie. O experimento foi realizado em delineamento inteiramentecasualizado, em esquema fatorial 2×2, envolvendo duas salinidades (5 e 20‰)e duas dietas (basal e suplementada com prebiótico). As variáveis ganho depeso médio (GPM), ganho de comprimento total (GCT), biomassa final (BMF),consumo médio de ração (CMR), conversão alimentar aparente (CAA), taxa decrescimento específico para peso (TCE) e sobrevivência (S) foram avaliadasaos 15 e 30 dias. Após a obtenção dos filés congelados, foram calculadas asperdas por descongelamento (PD) e em seguida as perdas por cocção (PC).Em termos de desempenho zootécnico, aos 15 dias não houve efeito deinteração entre os fatores. Contudo, a salinidade de 5‰ resultou em maior CAA(3,72 vs. 2,82; p=0,04318) em relação aos animais mantidos em 20‰. A dietabasal promoveu maior CMR (20,13 vs. 19,26; p=0,03302) quando comparada àdieta suplementada com prebiótico. Aos 30 dias, foram observados efeitossignificativos de interação entre salinidade e dieta para GPM (p=0,000012), GCT (p=0,00659), TCE (p=0,000069) e CAA (p=0,002673), indicando

dependência do efeito da suplementação prebiótica em relação à salinidade de

cultivo. Em 20‰, os animais alimentados com dieta basal apresentaram maior

GPM (0,480 vs. 0,261 g), maior TCE (0,942 vs. 0,545%) e menor CAA (3,01 vs.

5,52) em relação aos suplementados. Em contraste, sob 5‰, a dieta

suplementada resultou em maiores valores de GPM (0,232 vs. 0,137 g) e TCE

(0,424 vs. 0,218%), além de menor CAA (7,71 vs. 16,32), evidenciando seu

efeito benéfico sob condições de estresse osmótico. Quanto à análise de

perdas, houve maior PD nos filés obtidos na salinidade 5‰ comparado aos de

20‰ (20,828% vs. 18,088%; p=0,01420), sem quaisquer diferenças

significativas entre as dietas. Concluímos que a suplementação prebiótica

exerce efeito mitigador sobre o estresse osmótico em baixa salinidade, com

respostas dependentes da interação com a dieta, refletindo na manutenção do

desempenho zootécnico de Penaeus vannamei.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2229398 - ANA PAULA DEL VESCO
Externo à Instituição - MARISA SILVA BASTOS
Externo à Instituição - PETERSON EMMANUEL GUIMARÃES PAIXÃO


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