DISCENTE: MÁRIO DALMO BARBOSA MELO
DATA: 18/12/2025
HORA: 09:00
LOCAL: miniauditório do PPIZ-UFS
TÍTULO: INTERAÇÃO SALINIDADE X DIETA SOBRE O DESEMPENHO DE JUVENIS DE PENAEUS VANNAMEI
PALAVRAS-CHAVES: estresse osmótico; expressão gênica; nutrição aquícola.
PÁGINAS: 37
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Zootecnia
RESUMO:
Este estudo foi conduzido sob a hipótese de que os efeitos do estresse osmóticodecorrente de variações de salinidade podem ser mitigados pela suplementação devitamina C e prebiótico na dieta, promovendo melhor desempenho e resposta fisiológicaem Penaeus vannamei. Para testar essa hipótese, este estudo avaliou os efeitos dasalinidade e da suplementação dietética sobre o desempenho zootécnico de juvenis daespécie. O experimento foi realizado em delineamento inteiramente casualizado, emesquema fatorial 2×2, envolvendo duas salinidades (20 e 35PSU) e duas dietas (basal esuplementada com vitamina C e prebiótico). Foram utilizados camarões juvenis,previamente aclimatados e mantidos em sistema fechado com monitoramento diário dasvariáveis de qualidade da água. Os animais foram alimentados quatro vezes ao diadurante 30 dias. As variáveis ganho de peso médio (GPM), ganho de comprimento(GCT), ganho de biomassa (GBM), consumo médio de ração (CMR), conversãoalimentar aparente (CAA), taxa de crescimento específico para peso (TCEp) esobrevivência (S) foram determinadas após 15 e 30 dias de experimento. Após 15 dias,não foi observado efeito significativo de interação entre os fatores sobre nenhuma dascaracterísticas avaliadas. A salinidade influenciou significativamente o desempenho doscamarões. Em 35 PSU, os animais apresentaram maior GPM (0,62g vs. 0,48g), maiorGCT (0,48cm vs. 0,39cm), maior GBM (9,03g vs. 6,45g) e maior TCE (1,42%/dia vs.1,11%/dia), em relação aqueles criados em 20 PSU (p<0,05). O fator dieta influenciousignificativamente o consumo médio de ração aos 15 dias onde animais que receberamdieta suplementada consumiram menos ração (19,26 vs. 20,24) do que aqueles que receberam dieta basal. Após 30 dias de experimento, foram observados efeitos
significativos de interação para GPM (p=0,03459), GBM (p=0,02912) e TCEp
(p=0,04251), indicando que o efeito da dieta dependia da salinidade em que os animais
estavam mantidos. Em 20 PSU, o grupo alimentado com dieta basal apresentou maior
GPM (0,480 g) em comparação ao grupo suplementado (0,261 g). Um padrão
semelhante foi observado para GBM, em que a dieta basal proporcionou maior ganho
(5,212 g vs. 3,022 g). Além disso, em 20 PSU o TCEp foi superior nos animais que
receberam a dieta basal (0,942%) em comparação aos suplementados (0,545%). Por
outro lado, em 35 PSU o padrão se inverteu parcialmente. O GBM foi
significativamente menor nos animais alimentados com dieta basal (1,862 g) em
comparação aos suplementados (4,257 g), denotando uma influência positiva da
suplementação nessa salinidade. O TCEp também apresentou padrão diferenciado entre
dietas e salinidades, com valores mais altos em 35 PSU na dieta suplementada (0,680%)
em relação à basal (0,566%), o que reflete o efeito significativo da interação.
Considerando os fatores principais, o efeito da salinidade após 30 dias foi observado
apenas para o GCT, com maiores valores em 20 PSU (0,4409 cm) em comparação a 35
PSU (0,3544 cm; p=0,04606). Para dieta, não foram observadas diferenças
significativas em nenhuma das variáveis analisadas aos 30 dias (p>0,05).
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2229398 - ANA PAULA DEL VESCO
Externo à Instituição - JULIANA DOS SANTOS CONCEIÇÃO
Externo à Instituição - THAÍS PACHECO SANTANA





